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Ejaculação Precoce Atinge 25% dos Homens

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Um em cada quatro homens brasileiros vivencia a ejaculação precoce, quadro no qual o indivíduo ejacula rapidamente (entre 30 segundos e 1 minuto, em média), sem que seja possível estabelecer um controle voluntário. A EP, como é chamada, é responsável por 40% das queixas feitas nos consultórios de terapia sexual.

A maioria dos pacientes é formada por homens casados ou com parceira fixa, declara o médico Evandro Cunha, do Hospital Urológico de Brasília. “Usualmente, eles levam cerca de quatro anos após os primeiros sintomas para procurar um especialista”, diz.

“Os homens em geral demoram em procurar ajuda por varias razões, alguns acham que a ejaculação rápida é sinal de virilidade, outros têm vergonha e existem aqueles que desconhecem como poderia ser de outra forma, pois não costumam conversar sobre isso com os amigos, até por receio de serem motivo de brincadeiras. E há também os que ‘culpam’ a parceira ou ao estresse momentâneo”, pontua Liliana Seger, doutora em psicologia clínica e especializada em sexualidade. Muitos homens procuram ajuda somente quando a parceira indica uma insatisfação, diz Liliana.

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Sem possibilidade de prevenção, essa alteração sexual – que afeta de maneira drástica a vida sexual e consequentemente a autoestima do homem – divide-se em duas categorias: a de origem primária, que pode ocorrer desde a primeira relação sexual na adolescência e é característica do indivíduo, porém passível de tratamento; e a de origem secundária, que é uma disfunção que pode ocorrer após o início de uma vida sexual normal, e que surge por algum motivo (trauma e estresse, por exemplo).

A secundária ainda pode ser dividida em outras duas formas: secundária situacional, ou seja, em algumas situações o indivíduo tem, em outras não – às vezes com uma parceira e não com outra, por exemplo – e a absoluta, que pode durar um longo período ou enquanto o problema físico ou emocional não for tratado.

Controle da ansiedade

Evandro Cunha esclarece que quadros de ansiedade e depressão também podem estar ligados à EP tanto de origem primária quanto secundária: “Caso o quadro se torne crônico, é essencial acompanhamento médico”. O tratamento em geral consiste na psicoterapia, podendo, de acordo com a resposta do paciente, ser complementada por medicamentos.

“Além disso, os tratamentos para EP inclui técnicas de terapia sexual de curta duração – em média 12 a 15 sessões – e exercícios para aprender a controlar a ejaculação e avaliar os aspectos geradores de ansiedade que estão presente nesses pacientes”, pontua Liliana, que lembra também que o problema não é complexo e nem excepcional.

“Homens que sofrem de EP não precisam ficar ainda mais ansiosos com esse tipo de diagnóstico: é algo que pode ocorrer com qualquer um, em qualquer momento da vida, tem tratamento e muitas vezes esse tratamento é rápido”, explica Liliana.

Fonte: oqueeutenho.uol.com.br


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Dúvidas sobre Ejaculação Precoce – Especialista em Sexualidade

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A Ejaculação Precoce, ou EP, como é chamada, é responsável por 40% das queixas feitas nos consultórios de terapia sexual.

Liliana Seger, doutora em psicologia clínica e especializada em sexualidade responde abaixo algumas questões sobre EP.

 

1. “É dolorido?”

P. “Sobre o tratamento para EP, como faço? Quem devo procurar? Existe uma pessoa especifica? Quanto custa? É dolorido?”

R: O tratamento não é dolorido. O valor varia conforme o profissional. Existe atendimento psicoterápico em diversas Faculdades de Psicologia ou em ambulatorios de hospitais-escola, ligados a universidades, por exemplo. Procure a que fica mais perto de você, e pergunte se existe atendimento em psicoterapia breve e focal- ou terapia sexual.

2. “Existe cirurgia?”

P. “Gostaria de saber quais os passos iniciais a serem adotados por uma pessoa que tem EP. Sou, infelizmente, muito rápido e muitas vezes não consigo satisfazer a minha parceira. Gostaria de me tratar. Tem-se que fazer algum tipo de cirurgia ou tratamento medicamentoso?”

R. Não se faz cirurgia. O tratamento é feito através de terapia sexual, algumas vezes pode ser necessário o uso de medicamentos. O tratamento não costuma ser demorado. Procure um especialista, não tenha receio.

3. “Mesmo tendo hábitos saudáveis é possível desenvolver EP?”

P. “Tenho 50 anos e tenho hábitos saudáveis (corro e jogo futebol). Minha ejaculação demorava em média de cinco a dez minutos, mas agora quando ela vem, é muito explosiva. Tento segurar, mas não consigo, sou meio agitado, meio ansioso. O que devo fazer?”

R. A ansiedade atrapalha a vida de várias formas. Existem técnicas para aprender a lidar com as situações. Em relação a Ejaculação Precoce (EP), uma das técnicas é aprender a ter controle sobre o reflexo ejaculatório.

Você pode procurar psicólogos especialistas em terapia sexual.

4. “Pomada resolve?”

P. “Tenho 29 anos e levo de 2 a 5min pra ejacular. Já tentei ate pomada anestésica pra passar na “glande” mas não adiantou muita coisa. Não tem alguma maneira de resolver sem ir ao medico? Não me sinto bem de falar com um doutor ou doutora sobre isso.”

R. As vezes tentar métodos sem auxilio médico só piora a situação.

Você sabia que ao usar pomada anestésica, não só não te ajuda como ainda faz com que sua parceira perca a sensibilidade?

A pomada anestésica age mais em mucosa (no caso da mulher) a ação é maior, assim ela perde o prazer na relação. Não tenha receio de procurar um especialista, ter EP não desmerece ninguém. O importante é que existe tratamento. O Dr. ou a Dra. não vão te julgar! Acredite.

5. “Bebida alcoólica ajuda?”

P. “Tenho 35 anos, mais sempre fui muito rápido. Percebi que após a ingestão de bebida alcoólica, demoro mais. Sou ansioso, elétrico, mais não sei se só isso a causa.”

R. A ansiedade é um fator que contribui muito para a EP, mas se você procurar uma avaliação médica e psicológica, você vai aprender técnicas de controle da E.P.

O Ejaculador Precoce é rápido em uma grande variedade de situações, na forma de lidar com as coisas, no trabalho, etc.

Não se acostume a usar a bebida alcoólica para diminuir a ansiedade, pois com o tempo você acabará tendo mais um problema.

6. “Agitação excessiva contribui?”

P. “Olá, tenho 22 anos, e tenho esse problema de EP. Gostaria de saber como devo fazer pra curar isso, sou muito ansioso, agitadíssimo.”

R. Como você deve ter visto, a grande maioria diz, sou ansioso, agitado, etc. Quando se aprende a lidar com a ansiedade, tudo melhora. A EP é muitas vezes um sintoma dessa forma de lidar com as situações do dia a dia. Procure um psicólogo especialista em terapia sexual e um urologista.

7. “Tenho vergonha. Dá pra tratar via internet?”

P. “Tenho EP há muitos anos. Já procurei ajuda de um médico e ele me recomendou uma terapia junto com minha esposa. Mas ela não aceitou e eu abandonei o tratamento. Como faço? Tanto eu e quanto ela temos vergonha. Isso não pode ser tratado só com remédio ou via internet?”

R. O tratamento não é feito via internet.

Você tem vergonha do que? A EP é muito comum, além disso, o profissional não vai julgá-lo, ao contrário vai ajudá-lo a ter uma vida mais satisfatória. Você inclusive aprenderá a ter níveis maiores de excitação, uma vez que aprender a controlar. Mesmo para ser medicado o médico precisa conversar com você. Vá enfrente.

8. “Fimose pode contribuir para a EP?”

P. “Meu namorado tem esse problema de EP! Realmente é muito desagradável e esfriou nossa relação. Tenho sido muito paciente mas está dificil. Ele tem fimose, gostaria de saber se isso pode estar interferindo e alguma coisa.”

R. Você tem razão, isso atrapalha a relação, mas tem jeito. Não desanime, peça para o seu namorado procurar um urologista, as vezes a fimose pode incomodar, não que isso seja a causa da E.P. Entretanto é necessário uma avaliação.

9. “Demorar demais também é sinal de problemas?”

P. “Existe o problema inverso da ejaculação precoce, ou seja, aquele individuo que fica muito tempo com o membro ereto e às vezes perde o tesão?”

R. Existe sim. Procure um urologista especialista.

10. “Quem devo procurar?

P. “Alguém conhece um médico em SP/Capital para recomendar?”

Não podemos indicar alguém especificamente, mas se você não conhece nenhum, pergunte a um médico de sua confiança.

Fonte: oqueeutenho.uol.com.br


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