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Dapoxetina no Brasil – PRILIGY

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Medicamento que combate ejaculação precoce chega ao Brasil em 2010

Um medicamento que chega no Brasil no início do próximo ano, que funciona como uma espécie de “anti-Viagra”, promete retardar a ejaculação em até uma hora após sua ingestão. No entanto, a dapoxetina (princípio ativo da droga) deve ser usado com cautela, pois não trata a raiz do problema.

Segundo especialistas norte-americanos, onde o medicamento já é permitido, ainda é cedo para o remédio ser considerado uma pílula mágica. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, um em cada cinco homens sofrem do problema, especialmente os mais jovens. Ansiedade, estresse, uma nova parceira, expectativas exageradas em relação ao sexo, muito tempo em abstinência e insegurança são as causas mais comuns da ejaculação precoce.

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Dapoxetina em Portugal – PRILIGY

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“É como se fosse um Viagra para a ejaculação precoce.” É assim que o endocrinologista Santinho Martins resume o alcance do primeiro medicamento para tratar aquela disfunção sexual, e em cujo ensaio clínico participou. A ejaculação precoce afecta entre 20 a 30% dos homens, ou dito de outro modo, cerca de 670 mil portugueses.

 

A substância activa milagrosa – a Dapoxetina – promete, assim, tornar mais felizes cerca de um milhão de portugueses – parceiras incluídas -, uma vez que tal como reconhece o psiquiatra e sexólogo, Alan Gomes, ” este é um problema que afecta muito em particular as mulheres, que, com o tempo, se tornam amargas e desinteressadas do sexo”. E, acrescenta “é curioso notar que, em regra, a tolerância das mulheres é menor para com os parceiros que sofram de disfunção eréctil do que para os que têm este problema”. Algo que, reconhece, “é injusto, na medida em que o indivíduo com ejaculação prematura acaba por gozar de um prazer que lhe é penoso, porque o culpabiliza e, em casos extremos, o faz evitar relacionamentos sérios, levando-o ao isolamento”.

O novo fármaco foi aprovado após um ensaio com seis mil doentes realizado em 22 países. Segundo Santinho Martins – que acompanhou de perto a experiência com os seus pacientes – “os resultados são francamente bons”. Isto porque a Dapoxetina actua tanto sobre a ejaculação precoce primária (aquela que o indivíduo tem desde sempre) como sobre a secundária (que surgiu apenas numa determinada fase da vida).

As diferenças entre homens e mulheres, no que toca ao tempo necessário para atingir um orgasmo, ou uma relação sexual satisfatória, são a questão central em torno desta disfunção. Estudos internacionais indicam que enquanto o homem necessita apenas de 5,5 minutos em média para chegar ao clímax, a mulher precisa de oito minutos em média. Mas, mesmo assim, há uma parcela de 60% que precisa de 12 minutos.

Pouco animador é ainda outro estudo recente realizado na Turquia, que sustenta que 20% das mulheres entram em casamentos arranjados pelas famílias, sem o seu consentimento. Segundo as conclusões daquele estudo, o acto sexual, já com os preliminares incluídos (beijos e carícias), só demora seis minutos.

Fonte: dn.sapo.pt

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